Cirurgia fetal intra-uterina
Cirurgia fetal intra-uterina é discutida em seminário em Campinas

Palestra para pós-graduandos em Medicina Fetal apresenta técnica aprovada há um ano no Brasil, que corrige a espinha bífida do bebê dentro do útero da mãe

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Cirurgia fetal intra-uterina para correção de espinha bífida, realizada em fevereiro deste ano na Escola Paulista de Medicina

 

Neste sábado, 10 de março, o auditório da Maternidade de Campinas recebe pela primeira vez o médico ginecologista e professor titular do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), Dr Antonio Fernandes Moron, para um seminário sobre o tema ‘Cirurgia Fetal Intra-Uterina'. Promovido pela Fundação de Medicina Fetal Latino-Americana (FMFLA), o evento faz parte da carga horária do curso de pós-graduação oferecido pela entidade, que tem como objetivo levar conhecimento e especialização a profissionais da área.

Aprovada há apenas um ano no Brasil, após um estudo americano denominado  "Moms" (Management of Myelomeningocele Study), iniciado em 1997, que comprovou sua eficácia e benefícios, a técnica vem sendo desenvolvida pela Unifesp desde março de 2011, sob o comando do Dr Moron, e já foi aplicada desde então em 20 fetos no Brasil.

A mielomeningocele é a mais comum das anomalias congênitas do sistema nervoso central. Também conhecida como espinha bífida, a doença é caracterizada por uma má formação do feto, em que a medula fica em uma bolsa do lado externo do corpo, ao invés de crescer dentro dele.

Causada por uma falha no fechamento do tubo neural, a mielomeningocele pode trazer como consequências a hidrocefalia (acúmulo de liquor no cérebro), paralisia dos membros inferiores e ainda a perda de controle sobre os esfíncteres (músculos do organismo que controlam a saída da urina e fezes).

 

Cirurgia ainda é novidade no Brasil

No Brasil, oito operações foram feitas entre 2002 e 2003. O procedimento foi suspenso temporariamente, para que estudos mais aprofundados fossem feitos. Ficou comprovado que o benefício é maior quando a cirurgia é feita dentro do útero e em março do ano passado, por meio do MOMS publicado num dos mais conceitos jornais de medicina o New England Journal (N Engl J Med 2011;364:993-1004.), e o procedimento foi liberado e recomendado novamente.

Das crianças com a doença, 90% desenvolvem hidrocefalia. Este número cai para 40% com a cirurgia fetal. Desde março do ano passado, 20 cirurgias foram realizadas no Brasil que somadas a outras oito totalizam 27. Destas intervenções, que devem ser realizadas entre a 23ª e 26ª semana de gestação, apenas duas crianças tiveram complicações e faleceram. A incidência da doença não é tão rara, são três casos para cada 10.000 crianças que nascem no Brasil e é mais frequente em meninas.

De acordo com Dr. Moron, o procedimento consiste em abrir a bolsa com a medula, soltar as camadas de tecidos e fechar todos os tecidos. Para isso, a mãe leva uma anestesia geral e recebe um corte para que o útero consiga ser exposto. Para chegar ao bebê, é preciso também abrir o útero. Antes de passar pela cirurgia, a criança também recebe uma anestesia. De acordo com ele, a cirurgia leva até duas horas e meia. "O mais importante do tratamento intraútero, é que fechando a mielomeningocele dentro do útero, consegue-se diminuir o traumatismo a que a medula vai estar exposta, além da exposição do tecido nervoso ao líquido amniótico, que fica ácido ao longo da gravidez. Os microtraumas e a acidez do líquido amniótico alteram a função do tecido nervoso e alguns nervos podem não se formar", afirma o médico.

Atualmente, a intervenção intra-útero já pode também ser oferecida para em casos selecionados para gestantes que enfrentam este problema durante a gestação, inclusive para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), pois foi considerada uma técnica eficiente e mais viável do que as várias intervenções que a doença poderia reivindicar durante a vida do paciente.

 

Sobre a Fundação

A Fundação de Medicina Fetal Latino-Americana (FMFLA) é uma entidade sem fins lucrativos, localizada em Campinas/SP, que tem como tem como finalidade promover, coordenar e executar ações e pesquisas relacionadas com o diagnóstico e rastreamento de anomalias fetais; transferir tecnologia e divulgar conhecimentos científicos aplicáveis a estas anomalias; além de fornecer subsídios para a implementação de políticas relacionadas com anomalias fetais.

A entidade busca levar informação às áreas de saúde à respeito de anomalias fetais relativas aos fenômenos de diagnóstico, prevenção e terapêutica, além de realizar o diagnóstico pré-natal de anomalias fetais intra-uterinas; avaliações sócio-econômicas e ambientais relacionadas com a incidência de anomalias fetais; e pesquisas para avaliar a incidência de cromossomopatias; educação, saúde e comunicação.

 

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